Quem assume o São Paulo se Julio Casares renunciar em meio à crise política no clube
Entenda o que acontece se Julio Casares deixar a presidência do São Paulo, quem assume o comando e como funciona o processo de impeachment no clube.
Ryan Davi
1/6/20261 min read


O São Paulo FC iniciou 2026 em clima de forte instabilidade política. Pressionado por torcedores organizados e por grupos internos, o presidente Julio Casares é alvo de pedidos de afastamento e enfrenta investigações que aumentaram a tensão nos bastidores do clube do Morumbi.
A crise ganhou novos contornos após a divulgação de investigações da Polícia Civil sobre movimentações financeiras, incluindo dezenas de saques em dinheiro vivo que somariam cerca de R$ 11 milhões. O cenário levou o Conselho Deliberativo a analisar um pedido formal de impeachment protocolado por mais de 50 conselheiros.
Diante desse contexto, cresce a especulação sobre uma eventual renúncia de Casares, caminho semelhante ao adotado por Carlos Miguel Aidar em 2015, quando perdeu apoio político e deixou o cargo antes da conclusão de um processo de impeachment.
Como funciona o processo no São Paulo
Caso o pedido avance, cabe ao presidente do Conselho Deliberativo convocar uma reunião extraordinária para que Casares apresente sua defesa, respeitando o prazo regimental. Se o processo for aceito, o impeachment precisa ser aprovado por maioria qualificada de dois terços dos conselheiros, o que resultaria no afastamento provisório do presidente.
Em seguida, uma Assembleia Geral de sócios deve ser convocada para ratificar ou não a decisão do Conselho. Nessa etapa, basta maioria simples dos votos.
Quem assume a presidência
Se Julio Casares renunciar ou for definitivamente destituído, quem assume a presidência do São Paulo é o vice-presidente Harry Massis Junior, que permaneceria no cargo até a eleição presidencial prevista para 2026. No clube, o pleito é indireto, com escolha feita pelos conselheiros.
Enquanto isso, reuniões internas e articulações políticas seguem em andamento. O desfecho da crise é visto como decisivo não apenas para a governança do clube, mas também para o planejamento esportivo e financeiro do São Paulo nos próximos anos.
