Marcelo Caumo é preso pela PF por suspeita de desvio de verbas após enchentes no RS
Ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, é preso em operação da Polícia Federal que investiga desvio de recursos federais enviados após enchentes no Rio Grande do Sul. Entenda o caso.
Ryan Davi
2/26/20261 min read


O ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, foi preso na manhã desta quinta-feira (26) durante operação da Polícia Federal que apura suspeitas de desvio de recursos federais destinados à reconstrução do município após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.
A prisão é temporária, com validade inicial de cinco dias, podendo ser prorrogada por decisão judicial.
📌 O que é investigado
Segundo a PF, a investigação aponta possíveis irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura de Lajeado para prestação de serviços terceirizados após a decretação de calamidade pública.
Há indícios de:
Direcionamento de licitações
Contratações com valores acima do mercado
Dispensa irregular de licitação
Benefício a empresas de um mesmo grupo econômico
O valor total dos contratos sob investigação soma aproximadamente R$ 120 milhões.
🔎 Operação Lamaçal
Batizada de Operação Lamaçal, a ação é um desdobramento de diligências realizadas em novembro de 2025. Na ocasião, Caumo ocupava o cargo de secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e deixou a função após a repercussão do caso.
Nesta fase, foram cumpridos:
20 mandados de busca e apreensão
2 mandados de prisão temporária
Sequestro de veículos
Bloqueio de ativos financeiros
As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
👥 Outras medidas
Além do ex-prefeito, uma empresária ligada ao grupo investigado foi presa. Uma vereadora também foi afastada do cargo, mas os nomes não foram divulgados pelas autoridades.
Os investigados podem responder por crimes como desvio de verba pública, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
🏛️ Nota da prefeitura
Em nota oficial, a Prefeitura de Lajeado informou que os contratos investigados são de períodos anteriores à atual gestão e afirmou estar colaborando com as investigações.
A defesa de Marcelo Caumo declarou que ainda não teve acesso à decisão judicial que motivou a prisão.
